sexta-feira, 12 de novembro de 2010

colonização da África





Três obras escolhidas pelo GUIA mostram consequências da exploração europeia na África. O filme A Batalha de Argel (1966), misto de documentário e ficção, retrata o processo de independência da Argélia, país do norte africano, colonizado pela França entre 1830 e 1962. Diamante de Sangue (2006), por sua vez, enfoca as contradições de Serra Leoa, país rico em diamantes, mas que sofre com conflitos internos e o uso de crianças-soldado. Já o livro Coração das Trevas (1902), escrito por Joseph Conrad, aborda o domínio belga no Congo.

SAIBA MAIS: África é o berço da inteligência humana (AVENTURAS NA HISTÓRIA)

CONTEXTO
A primeira fase da colonização da África relaciona-se à expansão ultramarina da Europa nos séculos 15 e 16. Buscando novos mercados e rotas alternativas para o Oriente, as potências europeias dominavam povos, criavam colônias e expandiam suas estruturas de poder.

Até o início do século 19, os redutos europeus na África limitavam-se aos litorais de Angola, Moçambique e Guiné, e ao Cabo – antiga colônia de protestantes holandeses, conhecidos como “bôeres”. A dominação intensificou-se com a expansão do capitalismo industrial durante o próprio século 19. Fronteiras foram estabelecidas de maneira arbitrária, ignorando a multiplicidade cultural preexistente no continente e contribuindo para criar os conflitos travados até hoje entre tribos africanas rivais.

FILME: A BATALHA DE ARGEL (Argélia e Itália, 1966)
Dirigido pelo italiano Gillo Pontecorvo (1919 – 2006), o filme apresenta momentos decisivos da guerra pela independência da Argélia (1954 – 1962), marco no processo de libertação das colônias africanas. Enfocando o período entre 1954 e 1957, o longa-metragem mostra como agiam os dois lados do conflito: o exército francês recorria à tortura e à execução dos inimigos e a FLN (Frente de Libertação Nacional) usava técnicas de guerrilha e de terrorismo.

A pretexto de reprimir a ação de piratas argelinos que atacavam navios e portos no Mediterrâneo, a França iniciou a conquista da Argélia em 1830 e a completou em 1857. Até então, o país africano era uma possessão otomana, governada por uma elite turca e árabe.

Na prática, dominar a Argélia assegurou vultosos lucros aos grupos privados franceses. No plano político, visava recuperar o prestígio internacional da França, abalado pelas derrotas napoleônicas.

SAIBA MAIS: Argélia x França: relações explosivas (AVENTURAS NA HISTÓRIA)

FILME: DIAMANTE DE SANGUE (EUA, 2006)
Dirigido pelo americano Edward Zwick, o filme expõe as feridas de Serra Leoa. A vila onde vive o pescador Solomon Vandy é atacada pela FUR (Frente Unida Revolucionária) e ele se desencontra de sua família. Enviado pelos terroristas para uma mina de diamantes, ele encontra uma pedra rara e tenta escondê-la para si. Mais tarde, Vandy conhece o mercenário Danny Archer, interpretado por Leonardo DiCaprio, que lhe oferece ajuda em troca da pedra.

Colônia britânica desde o século 17, Serra Leoa conquistou a independência em 1961, mas continuou sofrendo interferências de poderosas companhias europeias, incentivadoras dos conflitos no país. Durante a guerra civil de 1999 (pano de fundo do filme), os rebeldes da FUR recebiam armas em troca das pedras pedras preciosas extraídas ilegalmente das jazidas do país. Um dos resultados do conflito foi a criação de um exército mirim, formado por crianças obrigadas a cometer assassinatos.

SAIBA MAIS: Diamantes, lama e sangue (SUPERINTERESSANTE)

LIVRO: CORAÇÃO DAS TREVAS (170 páginas, R$ 12)
A desumanização e violência impostas pelo colonialismo são temas tratados neste livro de Joseph Conrad, publicado em 1902. O leitor é levado aos meandros da selva africana com o longo relato do marinheiro Charlie Marlow sobre o explorador e comprador de marfim, sr. Kurtz, que atuava na região do Congo.

O período destacado pela obra reflete a situação do vasto território sob domínio pessoal do rei Leopoldo II, da Bélgica. Por conta de sua contemporaneidade, a narrativa de Conrad foi desdobrada em linguagem cinematográfica no filme Apocalypse Now!, de Francis

O Tratado de Tordesilhas

O Tratado de Tordesilhas foi desrespeitado não porque a ação portuguesa era "super valente" na América, capaz de bater de frente com os espanhóis, mas foi um avanço à Oeste da figura do mameluco (branco+ameríndio), já acostumado a transitar pelo meio Oeste brasileiro. Neste aspecto, a História de Portugal se fundiu com a do Brasil e dividimos o triunfo do Tratado de Madrid (1750) em conjunto. Os portuguese devem muito também aos bandeirantes.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Justiça


Justiça


Escultura A Justiça, de Alfredo Ceschiatti, em frente ao Supremo Tribunal Federal em Brasília, Brasil. Segue a tradição de representá-la com os olhos vendados, para demonstrar a sua imparcialidade, e a espada, símbolo da força de que dispõe para impor o direito. Algumas representações da Justiça possuem também uma balança, que representa a ponderação dos interesses das partes em litígio.
O termo justiça (do latim iustitia, por via semi-erudita), de maneira simples, diz respeito à igualdade de todos os cidadãos. É o principio básico de um acordo que objetiva manter a ordem social através da preservação dos direitos em sua forma legal (constitucionalidade das leis) ou na sua aplicação a casos específicos (litígio).
Sua ordem máxima, representada em Roma por uma estátua, com olhos vendados, visa seus valores máximos onde "todos são iguais perante a lei" e "todos têm iguais garantias legais", ou ainda, "todos têm iguais direitos". A justiça deve buscar a igualdade entre os cidadãos.
O Poder Judiciário no Estado moderno tem a tarefa da aplicação das leis promulgadas pelo Poder Legislativo. É boa doutrina democrática manter independentes as decisões legislativas das decisões judiciais, e vice-versa, como uma das formas de evitar o despotismo.
Segundo Aristóteles, o termo justiça denota, ao mesmo tempo, legalidade e igualdade. Assim, justo é tanto aquele que cumpre a lei (justiça em sentido estrito) quanto aquele que realiza a igualdade (justiça em sentido universal).
A justiça implica, também, em alteridade. Uma vez que justiça equivale a igualdade, e que igualdade é um conceito relacional (ou seja, diferentemente da liberdade, a igualdade sempre refere-se a um outro, como podemos constatar da falta de sentido na frase "João é igual" se comparada à frase "João é livre"), é impossível, segundo Aristóteles e Santo Tomás de Aquino praticar uma injustiça contra si mesmo. Apenas em sentido metafórico poderíamos falar em injustiça contra si, mas, nesse caso, o termo injustiça pode mais adequadamente ser substituído por um outro vício do caráter.
Justiça também é uma das quatro virtudes cardinais, e ela, segundo a doutrina da Igreja Católica, consiste "na constante e firme vontade de dar aos outros o que lhes é devido" (CCIC, n. 381).


Segurança Publica

Segurança Publica

A Segurança Pública não pode ser tratada apenas como medidas de vigilância e repressiva, mas como um sistema integrado e otimizado envolvendo instrumento de prevenção, coação, justiça, defesa dos direitos, saúde e social. O processo de segurança pública se inicia pela prevenção e finda na reparação do dano, no tratamento das causas e na reinclusão na sociedade do autor do ilícito.
Assim, segurança pública é um processo (ou seja, uma sequência contínua de fatos ou operações que apresentam certa unidade ou que se reproduzem com certa regularidade), que compartilha uma visão focada em componentes preventivos, repressivos, judiciais, saúde e sociais. É um processo sistêmico, pela necessidade da integração de um conjunto de conhecimentos e ferramentas estatais que devem interagir a mesma visão, compromissos e objetivos. Deve ser também otimizado, pois dependem de decisões rápidas, medidas saneadoras e resultados imediatos.
Sendo a ordem pública um estado de serenidade, apaziguamento e tranqüilidade pública, em consonância com as leis, os preceitos e os costumes que regulam a convivência em sociedade, a preservação deste direito do cidadão só será amplo se o conceito de segurança pública for aplicado.

Positivismo

Positivismo   é um conceito utópico que possui distintos significados, englobando tanto perspectivas filosóficas e científicas do século XIX quanto outras do século XX. Desde o seu início, com Augusto Comte (1798-1857) na primeira metade do século XIX, até o presente século XXI, o sentido da palavra mudou radicalmente, incorporando diferentes sentidos, muitos deles opostos ou contraditórios entre si. Nesse sentido, há correntes de outras disciplinas que se consideram "positivistas" sem guardar nenhuma relação com a obra de Comte. Exemplos paradigmáticos disso são o Positivismo Jurídico, do austríaco Hans Kelsen, e o Positivismo Lógico (ou Círculo de Viena), de Rudolph Carnap, Otto Neurath e seus associados.
Para Comte, o Positivismo é uma doutrina filosófica, sociológica e política. Surgiu como desenvolvimento sociológico do Iluminismo, das crises social e moral do fim da Idade Média e do nascimento da sociedade industrial - processos que tiveram como grande marco a Revolução Francesa (1789-1799). Em linhas gerais, ele propõe à existência humana valores completamente humanos, afastando radicalmente a teologia e a metafísica (embora incorporando-as em uma filosofia da história). Assim, o Positivismo associa uma interpretação das ciências e uma classificação do conhecimento a uma ética humana radical, desenvolvida na segunda fase da carreira de Comte.


Método do Positivismo de Augusto Comte

O método geral do positivismo de Auguste Comte consiste na observação dos fenômenos, opondo-se ao racionalismo e ao idealismo, através da promoção do primado da experiência sensível, única capaz de produzir a partir dos dados concretos (positivos) a verdadeira ciência, sem qualquer atributo teológico ou metafísico, subordinando a imaginação à observação, tomando como base apenas o mundo físico ou material. O Positivismo nega à ciência qualquer possibilidade de investigar a causa dos fenômenos naturais e sociais, considerando este tipo de pesquisa inútil e inacessível, voltando-se para a descoberta e o estudo das leis (relações constantes entre os fenômenos observáveis). Em sua obra Apelo aos conservadores (1855), Comte definiu a palavra "positivo" com sete acepções: real, útil, certo, preciso, relativo, orgânico e simpático.
O Positivismo defende a ideia de que o conhecimento científico é a única forma de conhecimento verdadeiro. Assim sendo, desconsideram-se todas as outras formas do conhecimento humano que não possam ser comprovadas cientificamente. Tudo aquilo que não puder ser provado pela ciência é considerado como pertencente ao domínio teológico-metafísico caracterizado por crendices e vãs superstições. Para os Positivistas o progresso da humanidade depende única e exclusivamente dos avanços científicos, único meio capaz de transformar a sociedade e o planeta Terra no paraíso que as gerações anteriores colocavam no mundo além-túmulo.
O Positivismo é uma reação radical ao Transcendentalismo idealista alemão e ao Romantismo, no qual os afetos das individuais e coletivos e a subjetividade são completamente ignoradas, limitando a experiência humana ao mundo sensível e ao conhecimento aos fatos observáveis. Substitui-se a Teologia e a Metafísica pelo Culto à Ciência, o Mundo Espiritual pelo Mundo Humano, o Espírito pela Matéria.
A ideia-chave do Positivismo Comtiano é a Lei dos Três Estados, de acordo com a qual o homem passou e passa por três estágios em suas concepções, isto é, na forma de conceber as suas ideias e a realidade:
  1. Teológico: o ser humano explica a realidade apelando para entidades supranaturais (os "deuses"), buscando responder a questões como "de onde viemos?" e "para onde vamos?"; além disso, busca-se o absoluto;
  2. Metafísico: é uma espécie de meio-termo entre a teologia e a positividade. No lugar dos deuses há entidades abstratas para explicar a realidade: "o Éter", "o Povo", "o Mercado financeiro", etc. Continua-se a procurar responder a questões como "de onde viemos?" e "para onde vamos?" e procurando o absoluto;
  3. Positivo: etapa final e definitiva, não se busca mais o "porquê" das coisas, mas sim o "como", através da descoberta e do estudo das leis naturais, ou seja, relações constantes de sucessão ou de coexistência. A imaginação subordina-se à observação e busca-se apenas pelo observável e concreto

 

Política e governo da África do Sul

África do Sul
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Política e governo da
África do Sul     
















 


 

 
   governo sul-africano funciona segundo um sistema parlamentar, se bem que o Presidente da África do Sul seja ao mesmo tempo chefe de estado e chefe de governo. O presidente é eleito numa sessão conjunta do parlamento bicameral, que consiste de uma Assembleia Nacional (National Assembly), ou câmara baixa, e um Conselho Nacional de Províncias (National Council of Provinces, NCoP), ou câmara alta. A Assembleia Nacional tem 400 membros, eleitos em representação proporcional. O Conselho Nacional de Províncias, que substituiu o senado em 1997, é composto por 90 membros representando cada uma das nove províncias da África do Sul, além das grandes cidades.
Cada província da África do Sul tem uma Legislatura Provincial unicameral e um Conselho Executivo liderado por um primeiro-ministro (premier).
Todos os artigos da constituição permanente anunciada em maio de 1996 passaram a vigorar em 30 de Junho de 1997.

doença em ÁFRICA

MaláriaThis is a featured page

1. DEFINIÇÃO FIG.1- Anopheles

Doença infecciosa mortal, causada por um protozoário (parasita) unicelular, do grupo Plasmodium, principalmente das espécies vivax e falciparum. Esta doença é transmitida aos humanos, por meio de uma picada de fêmea de mosquitos do género Anopheles, que injectam o parasita Plasmodium, que se dirige directamente ao fígado e seguidamente à corrente sanguínea aniquilando os glóbulos vermelhos tornando as pessoas anémicas. Outras formas de transmissão da doença, será por meio de transfusões de sangue ou até mesmo partilha de seringas infectadas com o Plasmodium.

2. ORIGEM

Malária proveio da expressão italiana “ mau Aire”, que significa “ mau ar”, visto que antigamente se acreditava que a doença era causada pelas emanações e miasmas dos pântanos, principalmente africanos.

3. TRANSMISSÃO

A malária é transmitida através de uma picada de um mosquito infectado, que suga o sangue necessário para o seu desenvolvimento ovular. A transmissão mais comum é no interior das habitações, em áreas rurais e nas periferias urbanas. A transmissão da malária pode dividir-se em:

3.1 Transmissão natural

Malária - Doenças em África

É aquela em que o Plasmodium é introduzido no organismo humano por meio da picada de uma fêmea de Anopheles infectada, que suga o sangue humano necessário para o seu desenvolvimento ovular. Esta é portador de esporozóitos nas suas glândulas salivares que se irão desenvolver quando injectados no organismo humano.

3.2 Transmissão Induzida

Transmissões não naturais onde algum descuido ou erro humano está em causa, são exemplos dessa transmissão:

  • Transfusão de sangue que passam nos testes de parasitemia;
  • Uso compartilhado de agulhas e/ou seringas por usuários drogados;
  • Da gestante para o filho, antes ou durante o parto;
  • Acidentes de trabalho em Hospitais e Laboratórios.

A fêmea Anopheles adquire a malária após 8 -16 dias de picar um ser humano infectado. A partir desse momento está totalmente apta a transmitir a doença através da sua picada que tem um ciclo regular de 2 a 3 dias.

4. CICLO DO PLASMODIUM

As fêmeas Anopheles colocam os seus ovos em colecções hídricas adequadas, tais como: lagos, rios, pântanos, etc., pois todos estes possuem um baixo teor em matéria orgânica. Os ovos colocados são isolados e permanecem à superfície, devido à sua pequena dimensão (0.5mm) e por possuírem flutuadores laterais. Dos ovos surgirão larvas, que se transformarão em pupas e estas por sua vez em adultos. Este desenvolvimento do ovo varia entre 7 a 20 dias . As fêmeas são fecundadas apenas uma vez, mas colocam ovos férteis a cada 2 dias durante toda a sua vida (30 dias). Factores como a temperatura, humidade do ar e luz podem ou não contribuir para este tempo de vida. Uma temperatura de cerca de 25º a 30º, uma humidade de 40º a 50º, e uma baixa luminosidade, são níveis óptimos para a sobrevivência da fêmea, logo as altas temperaturas, as altas humidades em África explica a grande existência desta fêmea. Importante lembrar, é o facto dos mosquitos não transmitirem a malária quando nascem, isto só ocorrerá após alguns dias de se alimentarem do sangue animal ou humano ingerindo o Plasmodium. Após a picada, o mosquito suga o sangue que contem os gametócitos, estes rompem as membranas dos glóbulos vermelhos e tornam-se livres no estômago do Anopheles. O núcleo dos gametócitos divide-se em faixas de cromatina. Os gametócitos femininos sofrem maturação e o seu núcleo move-se para a superfície e o sofre uma pequena elevação. Se houver gâmeta masculino dá-se a fecundação (união nuclear), formando o zigoto. Esta fecundação dá-se num espaço de 20 minutos a 2 horas. O zigoto por meio de movimentos de contracção sobe até ao épitelio do mosquito e é cercado por um cisto (membrana elástica) formando os oócisto que quando maduros rompem e libertam esporozóitos que se espalham por todo o organismo do mosquito. O número de esporozóitos é cerca de 10.000. A maioria dos esporozóitos penetra as glândulas salivares embebendo-se no seu citoplasma. Após picarem um organismo não infectado com o parasita, estes entram nos glóbulos vermelhos e recomeçam o seu ciclo assexuado. Um único Anopheles pode infectar uma ou mais pessoas.

5.CICLO NO HOMEM FIG.2-Malaria no sangue

O ciclo no homem inicia-se quando este é picado pelo mosquito, libertando saliva que funcionará como anticoagulante contendo esporozóitos. Estes dirigem-se à corrente sanguínea e após 30 minutos dirigem-se ao fígado, mais precisamente ás células hepáticas, onde se multiplicam por mitose designando-se então de criptozóites, que continuam o processo de multiplicação por esquizógonia (divisões nucleares sucessivas no qual a membrana será a ultima a dividir), estes originam os merozóitos, que entram directamente nas hemácias (Glóbulos Vermelhos) onde continuam as divisões mitóticas, durante 6 a 8 dias sem induzir malária. As hemácias infectadas saem em períodos regulares de 2 dias provocando então os primeiros sintomas da malária, esta células rompem-se e libertam os merozóitos no plasma e o processo ocorre sequencialmente por todas as células do sistema circulatório. Após o período de reprodução assexuada, alguns desses merozóitos tornam-se gametócitos e se o mesmo ser humano for picado novamente por uma fêmea Anopheles dar-se-á o início de um novo ciclo de transmissão. A fagocitose e produção de anticorpos pelo organismo humano são duas das formas de impedir a multiplicação. O crescimento dos parasitas nos glóbulos vermelhos é acompanhado por perturbações destas, aparecendo então três espécies denominadas Shüffner (Plasmodium vivax), Maurer (Plasmodium falciparum) e Zimann (Plasmodium malarie). Estes grânulos contêm uma grande concentração de antigéneos, que devido a Voller foram identificados através da fluorescência, contribuindo para a descodificação e produção de anticorpos.

6.ESPÉCIES DE MOSQUITOS

Anopheles (Nyssarhynchus) darlingi – Root, 1926 Anopheles (Nyssarhychus) albitarsis – Lynch Arribalzaga, 1878 Anopheles (Nyssarhychus) deaneorum – Rosa Freitas, 1989 Anopheles (Nyssarhychus) aquasalis – Curry, 1932 Anopheles (Kerteszia) cruzii – Dyar& Knab, 1908 Anopheles (Kerteszia) bellator - Dyar& Knab, 1908

7.PLASMODIUM FALCIPARUMFIG.3- Plasmodium Falciparum

O protozoário Plasmodium foi descoberto pelo médico do exército francês Charles Louis Alphonse Laveran.

Existem 4 tipos de malária, sendo entre elas, o Plasmodium falciparum o mais perigoso. Este é classificado por vários grupos de clínicos como “um dos dez microrganismos que maior resistência oferece aos medicamentos.” Esta espécie de protozoário possui genes que lhe permitem modificar a superfície das células infectadas, impedindo a acção dos anticorpos produzidos pelo organismo.

8.SINTOMAS

  • Febre alta (40º);
  • Suores abundantes;
  • Calafrios;
  • Dores de cabeça;
  • Falta de apetite;
  • Náuseas e vómitos;
  • Anemia;
  • Icterícia (coloração amarela na pele e olhos);
  • Cansaço;
  • Dores abdominais e corporais;
  • Diarreia;

Sintomas em fases graves da doença:

  • Insuficiência renal;
  • Ataques epilépticos;
  • Confusão mental.

9.TIPOS DE DOENÇAS

A malária envolve 4 tipos, que diferem entre si, na incidência do parasita a nível do organismo do ser humano, na rapidez do parasita alastrar a doença e na resistência oferecida aos tratamentos. Os tipos são o Plasmodium vivax, Plasmodium Ovale, Plasmodium malarie e Plasmodium falciparum, sendo este ultimo o mais fatal e preocupante, pois existe maioritariamente em África.

10. PREVENÇÃO

FIG. 10.1- Rede mosquiteira

  • Insecticidas potentes e tóxicos;
  • Uso de redes mosquiteiras (à base de deltametrina);
  • Uso de Telas nas janelas e nas portas;
  • Cremes repelentes (DEET);
  • Roupa a cobrir o corpo, evitando assim a picada pois o mosquito não tende a picar mãos e cara;
  • Drenagem de pântanos e águas paradas;
  • Evitar a permanência em ar livre nos horários mais nocturnos.

A vacina da malária não existe embora por vezes possa ser confundida pela vacina contra a febre-amarela. Outras medidas de prevenção envolvem o impedir do desenvolvimento das espécies, chamadas medidas quimioprofilácticas que se baseiam em medicamentos que evitam a multiplicação do Plasmodium. Alguns destes anti-maláricos já se mostraram ineficazes frentes à resistência adquirida pelo protozoário.

10.1 Pontos A Ter Em Causa

  • Tempo de permanência na área malarígena;
  • Tipo de habitação a ser ocupada no local;
  • Recursos médicos na área.

11. TRATAMENTO

Os diferentes tipos de malária são curados de diferentes formas. Os FIG. 11.1- Cloroquinamedicamentos anti-maláricos baseiam-se principalmente em Mefloquina ou Cloroquina. Ambos estes medicamentos são feitos com base na quinina (ou o seu ísomero quinidina), que são extraídos da Cinchona. O primeiro medicamento tem limitações, nomeadamente no que diz respeito à administração a crianças, sendo mesmo contra indicado visto alterar a condução cardíaca e mesmo ataques epilépticos. A Cloroquina não deve mais ser usada, visto o Plasmodium falciparum já oferece resistência a este fármaco. A mistura destes dois fármacos (cocktails) também é utilizada pois os parasitas apenas oferecem resistência a cada um dos fármacos. Ultimamente a artemisinina, extraída de uma planta chinesa, tem dado resultados importantes, pois esta produz radicais livres em contacto com o ferro existente nas hemácias, destruindo o parasita. No entanto o inconveniente desta planta é a sua existência em pequenas quantidades, mas poderá desenvolver-se em África a baixos custos. Este fármaco é o único ao qual o parasita actualmente não oferece resistência. Em suma o tratamento farmacológico da malária baseia-se na susceptibilidade do parasita aos radicais livres e substâncias oxidantes, morrendo este agente com concentração inferiores ás que causariam a morte para as célula Humanas.

12. DIAGNÓSTICO

12.1 Diagnóstico Clínico
O Elemento fundamental do diagnóstico é sempre pensar na possibilidade de possuir a doença. É importante no exame clínico recolher informação sobre a área de residência ou a área onde o indivíduo foi infectado. Alem disso, informação acerca de transfusões de sangue, partilha de seringas e/ou agulhas. Os sintomas também representam uma importante informação para o diagnóstico.

12.2 Diagnóstico Laboratorial
FIG. 12.1- Exemplo de esfregaço
O Diagnóstico 100% correcto da infecção da malária só é possível pela demonstração do parasita, ou de antigenios relacionados no sangue periférico através dos seguintes métodos diagnósticos:

  • Gota espessa: método de baixo custo e de fácil realização, baseia-se na visualização do parasita através de microscopia após coloração com Azul-de-metileno, permitindo a diferenciação.
  • Esfregaço delgado: método seguro que permite a diferenciação específica do parasita, a partir de uma análise morfológica.
  • Testes imunocromatográficos: métodos rápidos, realizados com fitas de nitrocelulose contendem anticorpos contra os antigenios do parasita.

13. EFEITOS GENÉTICOS E IMUNIDADE

Todo o ser humano é susceptível à malária, mesmo aqueles que contraíram diversas vezes, visto a imunidade conferida ao parasita não conter protecção total. A Anemia falciforme é uma doença genética que ocorre em regiões de incidência da malária, no entanto os portadores desta doença oferecem resistência à malária. Outras como Talassémias, a deficiência da enzima na glicose-6-fosfato desidrogenasse, também oferecem resistência ao parasita visto estas mutações conterem mais radicais livres nas hemácias do que o normal, ao qual o parasita é susceptível.