As primeiras manifestações históricas do pensamento econômico são ligados aos esforços dos povos primitivos para melhoria de sua cultura técnica e solução de suas necessidades. Os primeiros problemas econômicos surgiram na era neolítica com o início da utilização de ferramentas para a agricultura.
No mediterrâneo desenvolve-se princípios de organizações econômicas: Pelo Egito e pela Mesopotâmia com a exploração maciça da terra; nas cidades fenícias e gregas utiliza-se a terra, o comércio marítimo e trocas internacionais e em Roma onde é feita a justaposição entre as forças econômicas da terra e do mar.
A queda de Roma iniciou a chamada Idade Média, uma nova fase da história da cultura e da economia. No século XI um crescimento demográfico criou a oferta necessária de mão-de-obra, provocando um aumento de produção que desenvolveu o comércio e as cidades. Surgiu então um comércio internacional de longo alcance, que mobilizou grandes capitais; a indústria têxtil ganhou um papel fundamental, nela havendo uma certa especialização do trabalho.
O ponto de vista econômico da Igreja foi defendido por Tomás de Aquino, o principal pensador, ele se preocupava com a correta utilização da propriedade privada e com um sistema de preços justo e sem práticas comerciais viciosas.
Os primórdios da Teoria Econômica ocorreram no fim da Idade Média quando a interferência da igreja nos assuntos econômicos caiu. Fase onde os mercadores obtiveram reconhecimento da comunidade e do Estado. Os pensadores econômicos desse período entenderam que os grandes estoques de metais preciosos constituíam a própria expressão da riqueza nacional. O comércio Internacional transformou-se nesse período em um dos mais poderosos instrumentos da política econômica. A essas práticas atribuiu-se a denominação de mercantilismo.
Na Alemanha, o mercantilismo defendia o Estado absolutista e nacionalista e acreditava que o comércio exterior era orientado no sentido de conseguir superávits para a formação de um Estado forte e soberano.
O pensamento mercantilista começou a sofrer restrições nas primeiras décadas do século XVIII. Na Alemanha desenvolveu-se o neo-cameralismo e na Inglaterra, o mercantilismo liberal.
A Economia Científica despontava com manifestações favoráveis a uma reforma radical nas concepções sobre o trabalho, o consumo, a distribuição das propriedades e os tributos. As duas correntes mais significativas da segunda metade do século XVIII foram a Escola Fisiocrata na França e a Escola Clássica, na Inglaterra.
A Fisiocracia introduziu duas ideias novas opostas ao sistema mercantilista:
1)A crença na existência de uma ordem natural, subjacente às atividades econômicas. Seria inútil impor leis e regulamentos à organização econômica. Esta seria capaz de guiar-se a si própria. A palavra fisiocracia é composta de dois vocábulos gregos que significam exatamente governo da natureza. ( laisse-faire) 2)A preeminência da agricultura sobre o comércio e a indústria. Para os fisiocratas só a terra é fonte das riquezas. As classes sociais não envolvidas no trabalho agrícola foram consideradas estéreis.
Adam Smith se opunha ao individualismo e seu pensamento tinha pontos em comum com a teoria dos fisiocratas. Mas ele construiu alicerces próprios analisando as possibilidades de manutenção da ordem econômica através do liberalismo e ainda a interpretação das mudanças tecnológicas produzidas no sistema econômico pela Revolução Industrial.
A filosofia do laisse-faire defendida pelos fisiocratas e pelos clássicos foi criticada por novas escolas do pensamento econômico desenvolvidas na segunda metade do século XIX. Nesse período da expansão do capitalismo surgiram muitas crises de superprodução, que desmentiram as clássicas leis do ajustamento automático da oferta e procura.
Os pesquisadores da Escola Marginalista propuseram rever praticamente toda a Analise econômica Clássica, com base em novos modelos teóricos definidos a partir de concepções acerca do valor, da utilidade, do trabalho, da produção, da escassez, da formação dos custos e dos preços.
Para os Neoclássicos o problema mais importante era o funcionamento do sistema de mercado e seu papel como alocador eficaz de recursos. Partir disso desencadeia em 1930 uma grande Crise.
A Revolução Keynesiana promovida pelo notável economista inglês John Maynard Keynes, nos anos da Grande Depressão, quando a teoria Clássica já não mais se adaptava a realidade econômica da época. Keynes em seu primeiro livro publicado em 1913, tratava de problemas monetários. Após 1930, a Inglaterra - como quase todos os países ocidentais - mergulhou em grande depressão e o desemprego tornou-se uma praga. Nesse período Keynes entregou-se a reflexões sobre os mais graves problemas do sistema capitalista e decrescente do laissez-faire e do automatismo auto-regulador das economias de mercado, procurou encontrar a terapêutica exata que pudesse recuperar os países abalados pela Grande Depressão.
Em fevereiro de 1936 publicou General Theory e promoveu o que se chama hoje de Teoria Keynesiana. A vitória de Keynes sobre os clássicos traduz o triunfo do intervencionismo moderado sobre o liberalismo radical, além de constituir um desejável meio-termo entre a liberdade econômica absoluta e o total controle do Estado sobre o meio econômico.
A Revolução Keynesiana de que hoje se fala deu nova vida às Ciências Econômicas: as velhas peças da economia clássica foram substituídas por uma nova dinâmica de raciocínio, e a Analise Econômica restabeleceu o necessário contato com a realidade.
Keynes procurou então estudar os determinantes do nível do emprego e da Renda Nacional e verificou que o Estado deveria participar da atividade econômica, procurando compensar o declínio dos investimentos privados nos períodos depressivos das crises econômicas. Os investimentos suplementares do Estado transformar-se-iam nos cães de fila da recuperação econômica e garantiriam o reequilíbrio da atividade.
O intervencionismo de Keynes devia atuar sobre as grandes linhas do sistema. Keynes reunia três raros talentos: Foi um lógico de alta classe tento publicado a Teoria das Possibilidades, dispunha de alto grau de talento para escrever convincentemente e possuía um sentido muito realista de como as coisas se desenvolviam.
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